Campanha eleitoral tem destas coisas. O governo anunciou hoje o pagamento dos servidores. Wanderlei Barbosa, com efeito, tem sido melhor para as categorias do que Mauro Carlesse. Tem honrado pagamento antecipado e autorizou as progressões.
Serão R$ 287,6 milhões somados os repasses das contribuições do Igeprev. Só a folha líquida (conforme o governo) seriam R$ 235,3 milhões.
Ocorre que a comunicação feita pelo governo chama a isto aí de Investimento!!! Quando na verdade são despesas correntes obrigatórias.
E, como lógico, não se está falando de investimento em cursos de qualificação dos servidores. Mas sim de quitação de débito trabalhista.
E onde estaria a mágica? Investimento é condicionado à vontade política do Executivo. Despesas obrigatórias, não!!! É pagamento de trabalho realizado que o governo tem que pagar independente de vontade.
Mas tomado pela forma como se comunica, a população é levada a aceitar os pagamentos de despesas obrigatórias como incluído nos investimentos (obras, equipamentos e que tais) para melhoria da vida do cidadão.
Para se ter uma idéia, em investimentos propriamente ditos, o governo aplicou (pagou) este ano de janeiro a agosto (quase oito meses) – portal das transparências desta quinta - apenas R$ 333 milhões (empenhou R$ 704 milhões) de um orçamento inicial (LOA) de R$ 1,4 bilhão (corrigidos no primeiro semestre para R$ 2,034 bilhões).
Já em salários, o governo tinha pago de janeiro a junho (como está no balanço publicado) R$ 3,2 bilhões de um orçamento de R$ 5,9 bilhões.
De outro modo: esses bilhões de salários misturados com pouca execução do orçamento para investimento (atividade fim do poder público) levariam, certamente, a uma falácia. Um silogismo falso.
É o que sinaliza a confusão (voluntária ou não) entres despesas correntes obrigatórias e investimento.


