Sábado, 24 de Out de 2026

Palácio enxerga de outro jeito mas nas atuais circunstâncias Wanderlei sem Kátia é Bochecha sem Claudinho!!! Grupo palaciano ainda não percebeu que aliança é melhor que racha!! Pura lógica

06/05/2022 820 visualizações

Há um movimento de aliados do governador Wanderlei Barbosa (e também nos seus adversários, por lógica) no sentido de botar pressão para um racha com os senadores Kátia Abreu e Irajá Abreu. E Wanderlei parece inclinado a aceitá-la.

Pelos fatos correntes dos últimos dias (ao alcance daqueles que lhes são mais próximos) nota-se, de ambos os lados, incompreensão das circunstâncias, acrescendo valor a minudências em desfavor de um projeto de Estado que transcendesse idiossincrasias individuais.

Wanderlei, Kátia e Irajá não são três estranhos que só agora se aproximaram. Seria, portanto, deduzível, que tivessem conhecimento de possibilidades e probabilidades de entendimento ou delas a impossibilidade. No que por si somente já jogaria luz num quarto elemento na relação.

Pragmaticamente ambos perdem com o especulado racha perceptível ontem na Fieto (no almoço) e nas comemorações dos 50 anos do Sebrae, cujo diretor no Estado é Moisés Gomes, esposo da senadora.

Na Fieto (com a participação de Wanderlei) o tratamento com Kátia já não seria o mesmo e à noite no Sebrae (reunindo a nata da política e do empresário do Estado) Wanderlei optou por uma agenda no interior, com Kátia sendo a maior autoridade do evento junto com o senador Irajá Abreu.

A dissensão faz estrago nos dois lados com tendência de maior vazão no governador. Wanderlei pode perder o apoio de mais de 50 prefeitos do PP e PSD e o acesso ao fundo eleitoral e R$ 338 milhões (PP) e R$ 334 milhões (PSD).

E a musculatura eleitoral de Kátia e Irajá que não são nada desprezíveis. Em troca de apoio de deputados que, se estão com os bolsos cheios, esvaziaram a paciência do eleitor com seus desempenhos como apêndice palaciano

E Kátia teria que mudar os planos: ou formar chapa com o PT e PSB (Lula, Paulo Mourão, Wanderlei Luxemburgo, Carlos Amastha) ou apoiar uma projetada (há muito) candidatura de Irajá Abreu ao governo. Em Minas, por exemplo, o PT apóia a candidatura do PSD (Kalil) ao governo. Outros exemplos existem aos montes no país: Jader Barbalho/Helder Barbalho, Renam Calheiros/Renan Filho e por aí vai.

Já Wanderlei teria que buscar a chapa majoritária no grupo bolsonarista que já estava rachado com três pré-candidaturas: Wanderlei, Dimas e Osires. Se rachar com Kátia, terá um quarto concorrente na própria base.

Política sem reflexão não é fácil.

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