O Palácio reagiu, de forma diversa, neste sábado a artigo de hoje em que apontei a elevação da alíquota patronal do Igeprev para os servidores que entraram no sistema antes de 2012.
Os mais apressados do entorno do governador Wanderlei Barbosa entenderam que o artigo mostrava aumento de contribuição do servidor.
O artigo observava, na verdade, o contrário: a manutenção da alíquota do funcionário e o aumento da despesa do Estado.
Enquanto do funcionário permanecia em 14%, a patronal subia a 28%. Mesmo estes 28% estando dentro do que permite a legislação, o Estado entrou agora para o grupo de unidades da federação que praticam alíquotas na faixa dos 28%. São 13 Estados.
Obviamente, isto eleva a dependência do fundo de aposentadorias dos servidores de cada vez mais receitas acima das contribuições.
O governo pode ter entendido a decisão como uma solução necessária e urgente dada a situação periclitante do Igeprev que não consegue pagar sozinho aposentadorias e pensões.
Não sem razões incontestáveis, o secretário da Fazenda, Julio Edstron, mais técnico e pragmático, disse hoje ao blog que o governo estuda novas formas de financiamento do Igeprev para equalizar as contas do instituto. E que o governador Wanderlei Barbosa tem cobrado solução para o problema.


