Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Palácio defende a elevação da alíquota patronal para não quebrar o Igeprev enquanto estuda formas de financiar o sistema que é deficitário, para não mexer na alíquota do funcionário

29/06/2024 1145 visualizações

O Palácio reagiu, de forma diversa, neste sábado a artigo de hoje em que apontei a elevação da alíquota patronal do Igeprev para os servidores que entraram no sistema antes de 2012.

Os mais apressados do entorno do governador Wanderlei Barbosa entenderam que o artigo mostrava aumento de contribuição do servidor.

 O artigo observava, na verdade, o contrário: a manutenção da alíquota do funcionário e o aumento da despesa do Estado.

Enquanto do funcionário permanecia em 14%, a patronal subia a 28%. Mesmo estes 28% estando dentro do que permite a legislação, o Estado entrou agora para o grupo de unidades da federação que praticam alíquotas na faixa dos 28%. São 13 Estados.

Obviamente, isto eleva a dependência do fundo de aposentadorias dos servidores de cada vez mais receitas acima das contribuições.

O governo pode ter entendido a decisão como uma solução necessária e urgente dada a situação periclitante do Igeprev que não consegue pagar sozinho aposentadorias e pensões.

Não sem razões incontestáveis, o secretário da Fazenda, Julio Edstron, mais técnico e pragmático, disse hoje ao blog que o governo estuda novas formas de financiamento do Igeprev para equalizar as contas do instituto. E que o governador Wanderlei Barbosa tem cobrado solução para o problema.

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