O Estado aproxima-se dos mil casos de Covid-19. Já são 21 óbitos. Perdeu o posto de menor número de mortes pelo corona vírus para Mato Grosso desde o início da semana.
Mais é ainda o de menor incidência.
Enquanto no Brasil a média é de 89,9 casos/100 mil habitantes (e 6,3 óbitos/100 mil) no Estado esse índice situa-se em 59,9 casos/100 mil e 1,3 óbitos/100 mil habitantes. Na região Norte são 184 casos/100 mil e 12,8 óbitos para cada grupo de 100 mil habitantes.
O Estado é uma ilha cercada de corona vírus. O Pará registrava ontem 946 óbitos (9.618 casos), Maranhão (444 óbitos/9.112 casos), Piauí (57 mortos/1.612 casos), Mato Grosso (20 mortos/661 casos), Goiás (61 óbitos/1.134 casos) e Bahia (236 mortos/6.545 casos). Todos com fronteiras livres com o Tocantins.
O índice vai subir? Tudo indica que sim. Da mesma forma que a logística do Estado apontava ser fictícia a idéia de que o Tocantins não seria tão afetado. Afinal, não há barreiras físicas ou geográficas para o vírus. Desde março escrevo sobre isto sendo refutado pelas redes sociais. Contra a lógica, esgrimia-se o signo político de plantão.
Essa fantasia amplificada por segmentos da sociedade e parcela da classe política que esperava ficar deitada em berço esplêndido ou na janela à toa na vida vendo a banda passar, não carregava qualquer respaldo racional ou científico.
Mas levou a população (especialmente aquela que não raciocina por seus próprios meios) a abandonar precauções e trocar a ciência pelo achismo. Empurrada por uma espécie de "categoria de pensamento" colorida da ideologia reacionária e obscurantista circunstancial.
Deixando de lado o raciocínio Que nada mais é que conceber o total de uma soma pela adição de parcelas. Ou conceber o resto da subtração de uma soma por outras. Entender o nome do todo pela sequência dos nomes de cada parte. Parcelas e nomes diziam coisa diferente do que defendiam concluir, como agora se comprova.
No Estado a situação, com efeito, só não está pior porque há 45 dias se movimenta sob regime de quarentena, recomendado pelo governador Mauro Carlesse (um decreto em 21 de março). O Chefe do Executivo estadual conseguiu, apesar das dificuldades financeiras, manter uma estabilidade política na administração da crise, que não tem o governo federal na falta de vontade política para administrá-la.
Carlesse tem tido apoio político da maioria da bancada federal, da absoluta maioria dos deputados e dos prefeitos porque tem se movimentado orientado pela razão e ciência.
Apoio político que é negado à prefeita da maior cidade do Estado, Cínthia Ribeiro, pelos vereadores do município, que lhes dão com uma mão e lhes cobram com a outra, conturbando as intenções e ações do Executivo metropolitano no combate à Covid-19.
O resultado está nos 66 casos por 100 mil habitantes da Capital para os 59 casos por 100 mil registrados pelo Estado. Quando a maioria dos municípios tocantinenses registra números exponencialmente inferiores aos indicadores sociais e de saúde dos moradores de Palmas. Suscetíveis, portanto, em maior escala, à contaminação da Covid-19.


