Sábado, 24 de Out de 2026

Palácio Araguaia prevê que alíquota de 17% de combustíveis e energia será aprovada pelo Senado. Votação deve ser na 3ª ou 4ª e retira meio bilhão das receitas estaduais por ano

05/06/2022 1083 visualizações

O governo do Estado alimenta poucas expectativas sobre uma derrubada no Senado do projeto do governo federal de unificar em 17% a alíquota do ICMS em todo o pais para os combustíveis, energia elétrica e telecomunicações.

A Secretaria da Fazenda estadual arrecadou em 2021 nestes três setores o volume de R$ 1 bilhão  e 843 milhões. O equivalente a 44,7% de toda arrecadação de ICMS no período (R$ 4.187 bilhões) e 34,2% do volume global de arrecadação de impostos no Estado em 2021 que ficou em R$ 5 bilhões e 481 milhões de janeiro a dezembro.

Conforme apurou o blog, o governador Wanderlei Barbosa é sensível à reivindicação dos Estados de não alteraçao das alíquotas de ICMS. Isto porque, com a nova lei, já aprovada na Câmara dos Deputados (com a maioria dos votos dos parlamentares do Estado), o governo do Tocantins pode perder R$ 500 milhões anuais de receitas.

No país, conforme informou durante a semana ao blog o presidente do Comsefaz, Décio Padilha, o buraco será de R$ 100 bilhões anuais. O projeto deve ser votado no Senado na próxima terça ou quarta-feira e é relatado pelo senador Fernando Bezerra, aliado de Jair Bolsonaro.

Dos senadores do Estado, tudo indica pela aprovação do projeto. Eduardo Gomes, Kátia Abreu e Irajá Abreu tem votado com o governo federal no Senado. Eduardo é do PL, Katia do PP e Irajá, do PSD. Partido que ainda que tente demonstrar oposição ao governo segue votando com Jair Bolsonaro.

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