Há setores que observam no blog em determinadas situações um Diógenes com sua lamparina. Pode ser.
Exemplo: o governo do Estado foi contemplado, ontem, com recursos para “mais de 70 obras” – informa o próprio governo – do Novo PAC.
Obviamente é possibilidade de melhorias e geração de emprego, que gera renda, que move o mercadinho da esquina, que impulsiona a economia.
Mas vejam só: conforme o Tribunal de Contas da União (2023) há no país 8,6 mil obras paralisadas. Destas, 291 estão no Tocantins (um percentual de 52,6% das obras públicas em andamento no Estado).
Levantamento do Tribunal de Contas do Estado (também de 2023) aponta que, só na área da educação (creches e escolas) haveria 97 obras paralisadas no Tocantins. Todas receberam recursos do FNDE. Seriam 85 inacabadas e 12 paralisadas.
E aí vem o Novo PAC com mais 70 obras (que também se divulga seriam 138 obras) para o Estado.
Quando a lógica da administração pública, do ponto de vista racional, indicaria que, antes de novas obras, talvez fosse mais producente e adequado, terminar aquelas começadas.
Ainda assim, na Praça dos Girassóis e na Praça dos Três poderes impera a propaganda de um novo tempo com o Novo PAC.


