É iminente o colapso no sistema público de saúde no Estado. Em menos de dois meses (31/Dez/19Fev) o número de contaminados nas UTIs (privadas e públicas) teve um crescimento de 60%. E a taxa de ocupação ontem dos leitos UTI Covid era de 70%. Nos hospitais particulares já beirava os 100%.

Em 31 de dezembro eram 87 pacientes na UTI contra os 141 contabilizados no último Boletim (ontem). Já nos leitos, o avanço no mesmo período foi de 40%. Ou seja, a proporção de casos mais graves tem preponderado nos hospitais públicos e privados. Neste período, 236 pessoas foram a óbito no Estado.

Em fevereiro disparou o número de pessoas nas UTIs. De 31 de janeiro a 19 de fevereiro o crescimento de contaminados no tratamento intensivo foi de 33%. Comparando-se com os 17% de avanço de 31 de dezembro a 31 de janeiro, o Estado teve que disponibilizar a 10 dias do final do mês, o dobro de UTIs dos 31 dias de janeiro.

São estes números aí crescentes (para leitos públicos e privados limitados)  que deveriam estar mobilizando governo, prefeituras e parlamentares a encontrar-saídas. Ao invés de bate-boca político-eleitoral nas redes sociais de cobrança sobre uma estrutura pública deficiente há três décadas.

Com uma média de cinco  mortos a cada 24 horas (de 31 de dezembro/19 de fevereiro), o Estado deve alcançar na metade da semana a marca de 1.500 mortos. E ontem das 106.500 vacinas recebidas, tinham sido distribuidas 60.013 e apenas 30.205 tinham sido vacinados. Sendo 1.032 destes, a segunda dose.

Ou seja, 29.217 pessoas receberam a vacina. Haveriam 76 mil e 295 vacinas estocadas enquando o Estado registra 108.896 contaminados e 1.470 mortos.

E deputados querendo discutir construção de hospital municipal. A despeito dos óbitos, contaminados e o índice de isolamento de 29,3% registrado ontem no Estado.

De outro modo: a ocupação de leitos na UTI (e o óbitos) seguem na proporção da redução do isolamento social. Não há leito para essa demanda de um milhão e cem mil pessoas nas ruas dando a  mínima para o vírus.

E parlamentares sentados no banco da praça dando milho aos pombos.

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Ponto Cartesiano

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