O deputado Osires Damaso (PSC), pré-candidato ao governo, firmou aliança com o ex-prefeito Carlos Amastha (PSB). Osires já foi presidente do Legislativo estadual e chegou a assumir interinamente o cargo de governador em 2015.
A dupla, entretanto, vai enfrentar barra pesada. Primeiro, pelo mote de campanha (que já se lê). Não é, por óbvio, a maneira mais producente e adequada pedir votos e apoio com uma indagação: o que falta para o Tocantins dar certo?, como apresentado.
Ora, se o pretendente ao cargo de governador não sabe o que deve ser feito por que diabos o eleitor o escolheria para fazer o que deve ser feito é uma indagação mais que necessária, imprescindível e primeira.
Na outra ponta, o passado os espera. Osires, que é empresário ligado ao comércio e distribuição, comandou, como presidente do Legislativo, em meio às festas de Natal em 2014, a aprovação da redução de ICMS (de 17% para 7%) da circulação de bebidas no Estado. Cachaça, vinhos, vermutes, cidras entraram no radar social do então deputado estadual. Um projeto de Sandoval Cardoso.
Já Carlos Amastha elevou a carga tributária da Capital ao primeiro lugar entre as capitais da região Norte do país. Só no IPTU mais de 3000% questionados na Justiça.
Ou seja, enquanto Osires tem viés de redução de receitas (no ICMS ontem votou em favor do projeto de Jair Bolsonaro), Carlos Amastha segue viés de elevação de impostos.
Em tese, daria um meio termo producente. Mas se não sabem o que falta para o Tocantins dar certo, é provável que não passe de uma grande confusão.


