A incidência de Covid-19 no Estado , sem prejuízo de outras variantes existentes, demonstra que os casos até ontem contabilizados (2.696) podem apresentar relação direta com a rigidez com que o poder público conduz o isolamento social, única forma (pela ciência) até aqui conhecida de controlar a propagação do vírus.
Nos últimos quinze dias, os casos no Estado aumentaram na proporção de quatro vezes. Passaram de 668 (10 de maio) para 2.696 (25 de maio). Um avanço de 303%. Ou uma média de 135 casos diários.
Como é público, o governo tem oscilado. Ora recomenda isolamento e lockdow, noutra entrega aos municípios a decisão para implementá-los.
Na Capital, onde a prefeita Cínthia Ribeiro enfrenta resistência a medidas mais ortodoxas de isolamento, os casos, no mesmo período, cresceram na proporção de apenas duas vezes. Passaram de 158 (10 de maio) para 424 (25 de maio). Um crescimento de 162%. Ou seja, a média de 17 casos a cada 24 horas.
De outro modo: na Capital, onde a ação do Executivo é mais dura, os casos se apresentam numa aceleração menor (metade da incidência) que em todo o Estado oscilando entre isolar ou liberar.
Mesmo caso de Araguaína, onde os contaminados passaram de 287 (10 de maio) para 1.205 (25 de maio). Em 15 dias, quatro vezes mais. Mesma proporção identificada nos casos confirmados em todo o Estado o mesmo período.


