O governador Wanderlei Barbosa saiu daquele encontro com Lula na sexta no Rio de Janeiro com a promessa de que o Estado terá R$ 710 milhões do novo PAC. Dinheiro para investimento em infraestrutura, como propagou tanto o governo federal como estadual.
Dinheiro para beneficiar a população sempre é bom. O Palácio Araguaia terá, entretanto, que fazer uma reengenharia no orçamento e no PPA.
O Estado tem, para este ano, R$ 1.318.916.117,00 de orçamento para investimentos. Destes, já havia empenhado até o mês de junho R$ 503.718.071,70.
Só que tomou emprestado ao Banco do Brasil em abril último um financiamento de R$ 1 bilhão, dos quais já recebeu R$ 301 milhões. Empréstimo feito com a justificativa de investimento em infraestrutura.
E que somado aos R$ 710 milhões do novo PAC eleva o montante para investimentos em infraestrutura a R$ 1 bilhão e 710 milhões de empréstimos e transferências compromissadas.
Muito maior que o orçamento previsto que não consignava, lógico, o extra do novo PAC. E dava pouca margem orçamentária para ingressar o bilhão do Banco do Brasil.
E a margem de remanejamento orçamentário da LOA é limitada a 30% do orçamento estimado. Pode deparar-se, portanto, com abundância financeira nos cofres e escassez de orçamento para aplicá-la.
Um dilema que todo governador gostaria de enfrentar.


