Tanto o Executivo metropolitano quanto o vereador Carlos Amastha (líder do blocão de oito partidos alinhados a Eduardo Siqueira) minimizaram e até relativizaram a disputa pela presidência da Comissão de Administração Pública, Urbanismo e Infraestrutura municipal.
O fato é que, exposta a fratura, não haveria outra opção política que não aceitar Karina Café disputar a presidência com o apoio (e vontade política) que demonstrou ser possuidora para o cargo.
A enfrentar mais desgastes com o uso, por Carlos Amastha, das prerrogativas regimentais de líder do blocão que funciona como um partido.
E que, se dão ao presidente do bloco competência (prerrogativa) para indicar ou retirar integrante a qualquer tempo, não o autoriza a proibir candidaturas sem que isto exponha um método arbitrário.
Obviamente que Karina Café (Republicanos) – eleita na chapa de Janad Valcari – não seria a vereadora dos sonhos do prefeito para analisar, por exemplo, a Lei do Uso do Solo, que vai impactar nos imóveis da cidade.
É a comissão que trata ainda do sistema de transporte urbano, da política agrícola, uso e ocupação do solo, habitação, infraestrutura e saneamento básico, região metropolitana, obras públicas e particulares e que tais.
Tudo que o prefeito projeta alterar na cidade e que vê como necessário reavaliar.
E que, agora, ficará com a oposição a Eduardo. Ainda que o prefeito apresente indicativos de que tenha construido uma maioria de 12 vereadores no Legislativo.
Ou seja, a rapadura é doce, mas não é mole.
Como se vê, tanto Carlos Amastha (líder do blocão) quanto Walter Viana (líder do prefeito) terão que rever estratégias.
Se isto não for considerado uma derrota política, nada mais o será.


