Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Oposição avançou com o governo: diz-se preocupada com possível queda da Capag em abril que Wanderlei recebeu na pior situação fiscal e a elevou de patamar. Não tem Capag em abril e desequilíbrio era a situação dos governos anteriores

16/02/2025 1303 visualizações

Setores da oposição projetam que o governo pode cair na Capag em abril deste ano (Relatório de Gestão Fiscal do 1° QD). E a informação é compartilhada nas redes sem o menor constrangimento.

É uma desinformação. A Capag é anual e não quadrimestral. A STN divulgou (em janeiro) uma prévia que aponta o Estado no B+ (já expliquei aqui). Ou seja, a Capag 2024 é B+. A Capag 2023 foi B. Wanderlei pegou o Estado na Capag C (2021).

De outro modo: os números do 1º QD de 2025 implicarão na Capag 2025 que só será conhecida em 2026. O governo tem até o final do ano para subir para a Capag A ou cair para a C. Na B já está.

Evidentemente, a Capag também é verificada quando é solicitada extemporaneamente. Mas o relatório é anual.

Ademais, a tendência é o 1º QD apresentar-se superavitário. Isto porque ao contrário da execução orçamentária (aberta só na semana passada)- e sujeita a restrições orçamentárias em janeiro -, as receitas seguiam seu fluxo natural.

Além disso, a preocupação demonstrada por oposicionistas agora, entretanto, tem uma dívida com o passado.

O argumento de que o governo vai mal e pode cair no desempenho (perder posições relevantes do ponto de vista fiscal) só é possível porque o governo Wanderlei Barbosa elevou o...desempenho. Ninguém cai de baixo.

O Estado ficou anos na letra C, sem capacidade de pagamento, porque não tinha liquidez, devia muito, inadimplência elevada e era desenquadrado na Lei de Responsabilidade Fiscal (o Executivo chegou a comprometer 58% das receitas com salários).

Só não estava em regime de falência porque Estados não falem. Situação que, como é lógico, fora criada pelos grupos que hoje se opõem.

E não por Wanderlei.

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