Setores da oposição projetam que o governo pode cair na Capag em abril deste ano (Relatório de Gestão Fiscal do 1° QD). E a informação é compartilhada nas redes sem o menor constrangimento.
É uma desinformação. A Capag é anual e não quadrimestral. A STN divulgou (em janeiro) uma prévia que aponta o Estado no B+ (já expliquei aqui). Ou seja, a Capag 2024 é B+. A Capag 2023 foi B. Wanderlei pegou o Estado na Capag C (2021).
De outro modo: os números do 1º QD de 2025 implicarão na Capag 2025 que só será conhecida em 2026. O governo tem até o final do ano para subir para a Capag A ou cair para a C. Na B já está.
Evidentemente, a Capag também é verificada quando é solicitada extemporaneamente. Mas o relatório é anual.
Ademais, a tendência é o 1º QD apresentar-se superavitário. Isto porque ao contrário da execução orçamentária (aberta só na semana passada)- e sujeita a restrições orçamentárias em janeiro -, as receitas seguiam seu fluxo natural.
Além disso, a preocupação demonstrada por oposicionistas agora, entretanto, tem uma dívida com o passado.
O argumento de que o governo vai mal e pode cair no desempenho (perder posições relevantes do ponto de vista fiscal) só é possível porque o governo Wanderlei Barbosa elevou o...desempenho. Ninguém cai de baixo.
O Estado ficou anos na letra C, sem capacidade de pagamento, porque não tinha liquidez, devia muito, inadimplência elevada e era desenquadrado na Lei de Responsabilidade Fiscal (o Executivo chegou a comprometer 58% das receitas com salários).
Só não estava em regime de falência porque Estados não falem. Situação que, como é lógico, fora criada pelos grupos que hoje se opõem.
E não por Wanderlei.


