Campanhas eleitorais são notáveis. É quando nos defrontamos com a capacidade (paradoxal com a natureza animal) do homem de fazer promessas.
E confrontá-la com outra força que atua de modo contrário: a do esquecimento. Uma força que não é apenas inercial, mas inibidora, ativa e positiva.
Os vereadores da Capital aprovaram ontem o Projeto de Lei 01/24, de autoria da prefeita Cínthia Ribeiro, com o voto da oposição. O projeto estava na Câmara desde 9 de fevereiro deste ano.
Determina que para presidir o Previpalmas, a pessoas deve ser servidor público municipal concursado, não ter condenação criminal e conhecimento da área. Na prática, isto já era observado.
Por unanimidade dos presentes (17 parlamentares), também, os vereadores aprovaram as contas da prefeita Cinthia Ribeiro do exercício de 2020.
Apenas os vereadores Solange Duailibe e Rogério Freitas não compareceram. Este, um dos mais ácidos críticos de Cínthia.
Perdeu, como é óbvio, convenientemente, oportunidade de confrontar a administração de Cínthia com números. E não só no gógó eleitoral casuístico.
Apesar disso aí, os vereadores de oposição não só deixaram mas amplificaram nos últimos dias a plataforma da pré-candidata de oposição, Janad Valcari, nas redes, que encaminharia projeto com a mesma finalidade.
Quando a Lei dependia, na verdade, era dos próprios parlamentares. Estava sob suas análises há quase cinco meses. E encaminhada justamente por Cínthia.
Mas, indiferente, a oposição se junta aos que criticam, em ano eleitoral, o desempenho da prefeita, apontando supostos desvios.
Apesar de aprovarem as contas por unanimidade. E dos números positivos dos Relatório de Gestão Fiscal atestado pela Secretaria do Tesouro Nacional.
O buscado triplo A que só registram outras três capitais do país. E págamento de salário antecipado com investimentos pela cidade.
Como disse: o ser humano (o político, pior ainda) é o único animal capaz de fazer promessas. E paradoxalmente também de esquecê-las. Ambas, atividades ativas, inativas ou positivas.


