Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Oportunismo de deputados e senadores é espantoso: arguindo Covid-19, querem prorrogar mandato de prefeitos aliados sem o escrutínio do eleitor

luizarmandocosta 22/03/2020 410 visualizações

Já ganha corpo no Congresso a idéia de encampar a PEC prorrogando o mandato dos prefeitos. Jogam para a população mais como se fora um mero adiamento das eleições em função do virus e menos para unificação do processo eleitoral (governadores, senadores, deputados e prefeitos num só pleito), dando caráter subliminar ao seu efeito imediato.

Dentre os argumentos, a economia para o contribuinte subsequente à preocupação com o vírus. Significa que apenas o vírus não fosse suficiente para embasar o projeto oportunista.

E não é mesmo!!! O Ministério da Saúde prevê controle do coronavírus em 60 a 90 dias. São dados empíricos e projetados no comportamento nos outros países que já o debelaram. Em junho já estará em queda. As convenções municipais, pela legislação eleitoral, estão programadas para a segunda quinzena de julho. As eleições em 4 de outubro.

Na verdade, deputados e senadores há muito tentam unificar as eleições. Atrelar a eleição de deputados e senadores a prefeitos e governadores. Não por economia ao público, mas por esperteza: mais dinheiro em jogo. A mesma motivação de que fazem uso hoje tendo como argumento o combate ao coronavírus.

Manter os atuais prefeitos no cargo significa preservar seus cabos eleitorais, sem o escrutínio dos eleitores. E o duto de emendas parlamentares a prefeitos aliados, favorecendo uma presuntiva continuação administrativa (sem o aval da população).

Se em alguns municípios os prefeitos podem estar fazendo um trabalho competente, outros existem em que a população não vê chegar a hora de substituí-los, dada a ineficiência e os desvios de recursos públicos.

Como diria Santo Tomaz de Aquino: uma lei quando é injusta perde o poder de nos obrigar. Seria o caso de a população exercer uma submissão objetiva (uma obediência desengajada), uma resistência subjetiva e dar-lhes o troco negativo em 2022 quando esperaria a classe política uma mais valia eleitoral.

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