Vez em quando vejo Amistad (Steven Spielberg/1.997/Morgan Freeman/Anthony Hopkins/Djimon Hounsou/Matthew McConaughey). É um filme (baseado em fatos reais) que retrata a escravidão nos Estados Unidos. Um DVD que se pode adquirir pela internet.
Um grupo de negros (depois de uma rebelião em um navio negreiro La Amistad) é capturado e acusado de assassinato. Daí se desenvolve um processo político e jurídico. Primeiro começa como assassinato, tráfico comercial de escravos (onde os negros seriam mercadoria) e termina opondo o Sul (escravocrata, grandes fazendeiros) e o Norte dos EUA sobre a escravidão e a liberdade. No mesmo conflito em que se vê hoje a América do Norte e alguns arremedos em Pindorama.
A tantas (no julgamento final no Tribunal) o velho advogado (filho de John Quincy Adams, ex-presidente do EUA, ele próprio também ex-presidente), utiliza a sabedoria do líder negro para convencer os magistrados (tendentes a apoiar a tese do Sul por força política do presidente da hora) por sua libertação. Ameaçava-se uma guerra civil entre o Sul e o Norte.
Na tribo dos negros (africanos), nas adversidades, eles nunca se achavam sozinhos porque invocavam seus antepassados e com eles sempre estariam. Suas individualidades estavam fincadas no que foram, para serem o que eram. Em síntese, nós seríamos os nossos antepassados.
Observando o Tocantins nos 32 anos de emancipação política (e justapondo a história que o precedeu), é possível perceber que os antepassados não pertencem, por enquanto, às circunstâncias regionais e atuais. Ainda que pela Pnad/IBGE, cerca de 70% dos moradores no Estado tenham naturalidade no ex-Norte goiano. O restante seria 8,9% de maranhenses, 6,5% goianos e 2,8% piauienses. A sobra seria de outros Estados.
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