Sábado, 24 de Out de 2026

Obrigações com benefícios a servidores, isenções fiscais e redução de alíquota podem causar um buraco de R$ 3 bi nas contas públicas. Palácio estaria gastando o sal da janta sem remover a pobreza e extrema pobreza

20/02/2023 708 visualizações

O Estado, apesar da situação confortável  do ponto de vista fiscal, pode correr riscos. E, certo modo, inviabilizar a correção da escandalosa concentração de renda.

Só para termos de raciocínio, o Estado registra nesta segunda (Cadastro Único) 724 mil pessoas na pobreza e extrema pobreza. Um índice equivalente a 45,25% dos seus 1,6 milhão de habitantes. E um PIB per capita de R$ 27 mil e 448 (14º no país).

O Distrito Federal registra 202 mil familias (800 mil pessoas) na pobreza e extrema pobreza. Ou seja, 26% de uma população de 3,1 milhões de moradores. E um PIB per capita de R$ 87 mil.

Disto se tem que o DF (maior PIB nacional) registra um PIB três vezes maior do que o Tocantins. Porém, o Estado do Tocantins tem,  estatisticamente, mais pessoas na pobreza e extrema pobreza que o DF.

Ou seja, a concentraçao de renda no Tocantins é maior que a registrada no Estado detentor do maior PIB per capita do pais.

E por que a situação pode piorar: em 2023, o governo terá que pagar os 25% (reajuste determinado pelo STF), piso  na educação,  piso na enfermagem que, somados à redução da alíquota do  ICMS e incremento diário de isenções fiscais a empresários levam (conforme cálculos preliminares de técnicos do próprio governo) a um buraco de R$ 3  bilhões.

Ou seja, o ajuste fiscal do governo, com os resultados positivos dele consequentes, podem estar seguindo para o abismo.

Se fosse uma partida de truco, o governo estaria gastando o “sal da janta”.

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