Sexta-feira, 23 de Out de 2026

O governo paga amanhã salários de novembro. Ainda que só o líquido, há dois anos o governo não sabia como pagar novembro e dezembro e cogitava parcelar 13°!!!

luizarmandocosta 29/11/2019 962 visualizações

O governo anuncia o pagamento de salários de novembro para amanhã: R$ 186 milhões. Ainda que o valor represente apenas o líquido (não incluídas contribuições do Igeprev, INSS, Plan-Saúde e que tais), o Executivo sempre poderá dizer que o que importaria seria o líquido na conta. Deve ter sido beneficiado,lógico, com os R$ 85 milhões de FPE que serão creditados na conta do tesouro estadual no Banco do Brasil nesta sexta.

As razões do governo para propalar como ativo o cumprimento de uma obrigação (pagar salários em dia) tem, certo modo, algum sentido e justificação: muitos Estados estão parcelando salários. O governo do Tocantins tem levado vantagem e na matemática financeira os números não decorrem o acaso e sim de uma equação composta de vários fatores (elementos). A soma é o resultado dos fatores e elementos dados e manejados.

No último ano de Marcelo Miranda (2017) a esta altura, por exemplo, o Executivo não dispunha mais de orçamento nem financeiro para pagar salários. E ainda havia três folhas para quitar: novembro, dezembro e 13º salário.A inércia da arrecadação que se dava lá era praticamente na mesma aceleração de hoje.

A situação agora é diferente. O governo paga no primeiro dia do mês subsequente e o 13º só deve aos aniversariantes de novembro e dezembro. Algo por volta de R$ 30 milhões em novembro  e dezembro. "No próximo ano a intenção do governo é ajustar mais ainda", aduziu a este blog um Secretário próximo a Mauro Carlesse.

Os R$ 186,4 milhões que o governo diz injetar na economia amanhã são menores que os R$ 191,1 milhões da folha de outubro e maiores que os R$ 183,1 milhões líquidos de setembro. Uma oscilação que pode retratar, em larga medida, o 13º salário, pago por mês de aniversário.

O desafio do governo reside, portanto, em dar sequência ao esforço do pagamento dos salários, com a quitação das contribuições sociais, contribuições patronais e outros benefícios a servidores que se elevam a R$ 1,5 bilhões como demonstrado ao TCE no relatório do 2º quadrimestre de 2019. Já esteve pior.

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