Sábado, 24 de Out de 2026

O beijo de Fenelon a Wanderlei e o beijo de Wanderlei a Fenelon congelaram por segundos o colonialismo político que insiste na sua praxis nas relações casa e senzala dando fundo no poço da miséria do ex-Norte goiano

06/08/2022 810 visualizações

Se convenção ganhasse eleição, Wanderlei Barbosa já teria a garantia de mais quatro anos como governador. E no primeiro turno. Há poucas dúvidas que o seu lançamento ontem reuniu o maior público de convenções (e eu os acompanhei a todos) de 1988 até aqui.

Mas convenção não é voto em urna muito embora represente impulso à militância e, as pesquisas indicam, influenciaria nos indecisos e naqueles que buscam votar nos que aparentemente demonstrariam condições de ser eleito. É aquele que não quer perder o seu voto. E ontem deu Wanderlei. Ah LA, o publico era de servidores.

Ora, não tive conhecimento de nenhum funcionário reclamando ter sido obrigado a comparecer, como ocorria em outras eleições. Pelo contrário, agora tem  medo é de eleger um governador mais refratário a suas reivindicações. O Servir vai bem, dívidas com Igeprev e consignados negociadas  e progressões e indenizações a rodo!! Reclarmar de quê?

Essa turma aí acha que Dimas, como técnico que é (e ele não esconde a sua expressão nem quando retira o chapéu) - fez um trabalho competente na segunda maior cidade do Estado/Araguaina, eleito duas vezes para prefeito -, viria com um outro viés e com Paulo Mourão a militância petista trataria a administração (como nos governos de Lula e Dilma) como um feudo PT.  Os fatos indicariam que não estão  muito longe do alvo. São receios pubicamente conhecidos e que não obtiveram êxito na resposta ou combate.

Aquele carinho  paternal de pai feito por Fenelon Barbosa, ao filho Wanderlei, portanto, singelo quanto a serra de Taquaruçu ou o boqueirão da Serra do Carmo poderia muito bem simbolizar, na recíproca do beijo filial de Wanderlei em Fenelon respeito  de qualquer filho por seu genitor. E empura para dentro da campanha o sentimento de cuidado de pai para filho, recordando  os princípios da relação daquele que gosta e a recíproca do gostado pelo que respeita.

No caso especifico, Fenelon  ( pai e gestor), cuja narrativa de criação de Palmas tentou eliminá-lo como se tivesse sido um vaqueiro interventor na cidade. Quando, pelo contrário, abriu mão de uma prefeitura (Taquaruçu onde fora eleito o primeiro prefeito da cidade) para ajudar a desfazer o nó que Siqueira Campos houvera criado com o racha com o ex-prefeito da capital provisória,  Miracema, o então respeitado Sebastão Borba, Sua humildad, de Fenelon, fê-lo sair de cena.  Mas o que simboliza está aí pelas ruas das cidades.

As circunstãncias, acaso ou destino, levaram, portanto, ao palanque de Wanderlei, o primeiro prefeito eleito de Palmas (Fenelon foi eleito sim) e a prefeita destes tempos confusos e conflituosos, do ponto de vista ético e moral,  na política e na sociedade civil.

Fenelon implantara Taquaruçu (municipio criado em Goiás pelos deputados e sancionado pelo governador emedebista goiano Henrique Santillo) junto com o prefeito de Porto, Euvaldo Tomaz, o deputado estadual Totó Cavalcante e a lider do distrito (de família histórica, de tradição política de Porto Nacional), Maria Rosa (mãe de Wanderlei) que, também, recebeu carga de preconceito e desprezo (que não tiveram em Porto.

O irmão (de Maria Rosa, mãe de Wanderlei), Antônio Comprido, foi vice-prefeito (e assumiu o cargo) do médico emedebista Euvaldo Tomaz (um dos maiores líderes da criação do Estado e da Amvat, como Jacinto Nunes;Gurupi, Manoel Cortez/Cristalândia e Domingos Pereira/Formoso) na negociação com Maria Rosa (a maior líder da família de João Comprido) após aceitarem, vereadores e Fenelon, transferirem o muncípio para a região do Canela e Tatá para ficarem sob o jugo do governo do Estado.

E que, pasme-se, retirou,logo depois, endossado pela unanimidade dos deputasdos de então, na forma de apropriação inconstitucional, os recursos do FPM de Palmas, até então a maior e única fonte de renda da prefeitura. A Constitução Federal de 88 determina ser FPM verba dos municípios e não do Estado que tem o seu FPE.

Com Siqueira e contra Fenelon, o também o governo administrou o FPM. O fato, por lógico, alimentou a própria narrativa que o siqueirismo quis emplacar emplacar à população: o conceiro de que Fenelon fosse um vaqueiro, como se vaqueiro não fosse honrado  e que prefeitos,  na verdade, administrariam como suas as coisas que são dos  outros. A coisa pública não é própria, Computando a mesma  idéia, a ordem dos fatores, agora, teria mudado: os donos tem grande probabilidade de virarem vaqueiros.

O instante do beijo de Fenelon a Wanderlei e sua correspondência filial, por outro lado, congelou, tambem, a mensagem da candidata ao Senado, Dorinha Seabra,  nas redes sociais contra políticos em família e a Constituição, claro, que permite o direito de candidatar-se a qualquer cidadão a qualquer cargo.

Acomodando divisões internas e não passando divergências ou insegurança na montagem da chapa, com a colagem de Fenelon (a figura do sertanejo do ex-Norte explorado pelos colonizadores) Wanderlei vai conseguindo ganhar musculatura adicional às que já havia colecionado com os benefícios estendidos aos servidores públicos, empresariado e  a indiscutível manutenção do equilíbrio fiscal como registram os balanços publicas.

É, de longe, a campanha menos errática e que melhor aproveita seu capital político e estratégico. E isto com um produto como Wanderlei, é algo deveria preocupar seus adversários. Ou seja, a campanha pode descambar para o sentimento de cuidado, no momento o que de mais a populaçao necessita E ai Wanderlei e Fenelon conseguiram sair na frente que tudo o mais que possa vir.

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