O governo se prepara para quitar passivos com servidores. Coisa de R$ 1 bilhão. Já gasta, por ano (só o Executivo) R$ 6,8 bilhões (brutos) com salários (balanço/2022). Somando todos os poderes, gasto superior a R$ 8 bilhões.
Contrariamente, os números da PNAD contínua/IBGE do quarto trimestre deste mesmo período (2022) – divulgados na semana passada - são mais um indicador, entretanto, do abismo social não atacado pelo Legislativo e Executivo. Pelo contrário, por eles aprofundado.
No Brasil o crescimento do número de trabalhadores (empregados) da iniciativa privada com carteira foi de 6,9% do quarto trimestre de 2022 comparado ao mesmo período de 2021. Próximo do índice de 6,4% do crescimento de pessoas sem carteira assinada no ano.
Já no Tocantins, no mesmo período, entretanto, o número de trabalhadores sem carteira assinada, na iniciativa privada, disparou 48%. Contra um crescimento de inexpressivos 6,5% de pessoas com carteira assinada.
Significa dizer que o crescimento do número de empregados sem carteira assinada no Tocantins no ano passado aproxima-se do equivalente a 650% da média nacional de avanço dos sem carteira. Fora da Previdência Social e dos benefícios públicos.
Isto para um avanço de contratações no serviço público na ordem de 12,3% de dezembro de 2021 a dezembro de 2022.


