Não deixa de ser uma espécie de vigarice política a proposta do governo federal para aprovar a PEC do Fundeb.
Primeiro, defende que a PEC só entre em vigor em 2022 (o Fundeb acaba em dezembro/2020). Mas não informa como prefeituras e governo (que dependem em mais de 80% do Fundeb para pagar professores/governo do Tocantins gastou no 1º QD 2020 68,59%) farão para manter escolas funcionando em 2021.
Em segundo lugar, para burlar o teto dos gastos, o governo quer cinco pontos percentuais dos 20% da proposta da deputada Dorinha Seabra (a complementação do governo federal sairia dos atuais 10% para 20% até 2026).
De outro modo, do reajuste de 100% na complementação (saíria de 10% para 20%) o governo que 50% (5 pontos de 10 pontos percentuais) para o seu plano Renda Brasil (que vai substituir o Bolsa Família). Uma malandragem explícita com a educação no país, governos e prefeituras.
Ou seja, dá com uma mão e retira com a outra. O problema é que o Congresso é soberano nas democracias republicanas.


