Entramos nesta quarta no 22º dia após o decreto de estado de calamidade baixado pelo governo federal e 18 dias das medidas determinadas pelo governo estadual. O Estado até ontem era o único do país a não registrar óbitos em função do Covid-19. No Brasil caminha-se nesta quarta para números acima de 600 vítimas fatais. O Estado adotou, de imediato, o isolamento social que pode ter contribuído para a situação em relação às outras unidades da federação.
O poder público (governo e prefeituras), regra geral, tem tomado medidas acertadas, seguindo as orientações do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde, pouco importando, com razões científicas, para os grupos refratários ao isolamento e ao controle social.
E há motivos de sobra para a escolha: os grupos de risco para o Covid-19 no Estado, hipertensos, idosos e diabéticos, somente estes, elevam-se algo próximo de 300 mil pessoas, de uma população estimada pelo IBGE em 1 milhão e 572 mil moradores. Ou seja, 20% da população estaria sob riscos só aí. Mas tem os cardíacos e outras doenças.
O isolamento tem sido não só a saída científica para a Covid-19. Mas também orçamentária e financeira para o governo. Com o caixa do tesouro comprometido, destinar recursos para a prevenção e combate requer deslocamento de verbas, retirando-as, claro, de outros orçamentos. É tirar de um para colocar no outro.
Boletim publicado pela Secretaria do Tesouro Nacional esta semana reforça a tese da escassez. O governo do Tocantins foi um dos sete executivos estaduais no país a fechar o exercício de 2019 com resultado orçamentário negativo.
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