Sábado, 24 de Out de 2026

Narrativa de movimentação do senador Irajá com o PSD sugere que Osires pode ser a Kátia Abreu de amanhã. Tic.tac,tic.tac...

07/07/2022 1264 visualizações

Não há dúvidas de que o senador Irajá Abreu tem, a seu  modo, aumentado seus ativos eleitorais.  Andou entrando (ou foi entrado) numas confusões que não lhes causaram maiores danos que não políticos. É um nome que pode nos próximos anos disputar o governo do Estado e intuo que não fará pior do que os ex-governadores.

Difere da mãe, senadora Kátia Abreu, entretanto, porque faz mais política publicamente do que a parlamentar. Não expõe tão facilmente adversidades externas mas é duro no trato interno. Capitalista e pragmático ao extremo. Não faz política com o fígado como muitos.

O protagonismo a que foi promovido há dois dias,  por outro lado, atraiu por consequência, o centro de gravidade da candidatura de Osires Damaso. Outro capitalista evangélico mas agora de mãos dadas com um  Senador capitalista menos afeito ao sagrado do que ao profano.

Mas há um ponto fora da curva: Irajá (que até há pouco apoiava Wanderlei Barbosa) tem pesado a mão nas críticas ao governador. Ainda que não dispute, oficialmente, mandato algum em 2022.

O Senador aproximou-se de Wanderlei depois de afastar-se do ex-governador Mauro Carlesse que não ligava muito para esse negócio de atender parlamentar. 

O desgoverno que Irajá apontou na terça,como é público, não tem correspondência com o desempenho fiscal da administração (publicado no DO e na STN). O governo tem vários equívocos, mas parado ou a deriva não está.

E Wanderlei pegou um governo em andamento, uma crise com o afastamento do governador, ameaças de impeachment, ameaça de greve de servidores, operações policiais, tudo de obstáculo à governança.

Sobraria a justificar a nova avaliação do Senador sobre Wanderlei o tratamento que o governo concederia ao parlamentar tal como em Mauro Carlesse.

E aí as críticas se desgarrariam da preocupação com o Estado para despencar a mera resistência a interesses contrariados, dado a não exposição daquilo que houvesse sido negado ao Senador pelo Executivo. Se Irajá o abrisse à população, facilitaria a degustação.

Há aqueles que enxergam nos movimentos do Senador exemplo de habilidade. Ainda que diante de declaração pública da mãe de sentir-se traída e da não fundamentação transparente dos motivos da mudança, se pudesse deduzir justamente o contrário.

Muito explícito até no protagonismo que assume contra o antagonista do grupo a que se alia a duas semanas das convenções. Uma tomada de frente e um protagonismo que sugerem ao eleitor continuidade num eventual governo Osires, induzindo que o eleitor pode votar em um e eleger outro..

O mesmo Osires que pode vir a enfrentar daqui a quatro anos quando poderá Irajá disputar o governo, apesar de Damaso ter o legítimo direito à reeleição.

Ou seja, Osires Damaso pode ser a Kátia Abreu amanhã.

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