Não vale um tostão furado a explicação consumida nos bastidores de que o deputado Filipe Martins teria sido expulso do palanque de Jair Bolsonaro por ter votado a favor da volta do DPVAT, contrariando orientação do partido. Filipinho seria um traidor!!
Já escrevi muito sobre a plataforma política do hoje deputado desde a Câmara Municipal. E sobre o seu pai, Amarildo Martins,quando vereador e depois deputado federal. Pode-se criticá-los pela mistura de religião e política. Mas são leais com seus valores.
Imagina, Filipinho (PL) deu lugar ontem no palanque ao deputado federal Vicentinho Jr (presidente regional do PP). Não só ele, Vicentinho, mas o outro deputado do partido, Lázaro Botelho, votaram justamente a favor do DPVAT!!! Mas Vicentinho estava lá amigão do peito de Jair. Deve ter uma estratégia diferente para não ser visto, também, como traidor.
Prevalecesse a tese mixuruca e contrária aos fatos, a bancada do Tocantins na Câmara (toda ela bolsonarista) estaria excluída da base política de Jair, que é o do PL.
Votaram favoráveis os deputados do PL, UB, PP e Republicanos. Só Eli Borges foi contra. E estava lá no palanque. Merecidamente se a tese fosse verdadeira. Mas lá também estava Vicentinho a contrariá-la.
E Bolsonaro não teria 90% dos atuais deputados federais no palanque do PL nas eleições deste ano e, pior, em 2026 quando Bolsonaro já tem seus planos!!! Seriam todos "uns traíras". Imerecedores da companha do Capitão inelegível.
Dos oito deputados federais do Tocantins, sete votaram a favor do DPVAT na Câmara. Só o radicalzão Eli Borges (PL) seguiu a orientação bolsonarista. UB, PP e Republicanos, por unanimidade da bancada do Estado, votaram sim. Todos eleitos no palanque (pedindo votos) para Jair Bolsonaro.
Apenas no Senado ficou dividido: a senadora Dorinha Seabra (UB) votou pelo sim, Irajá Abreu (PSD) pelo não e Eduardo Gomes (PL) não compareceu à votação.
No geral, foram 304 votos a favor e 41 contrários na Câmara. O partido de Bolsonaro, o PL, teve 20 votos a favor de uma bancada de 99 deputados. No Senado foram 41 votos favoráveis e 22 contra.
A tese para exclusão de um deputado evangélico de 36 mil votos no palanque do PL só encontraria explicação na particular interpregação do bolsonarismo sobre regras democráticas. E à representação do voto.
Ou no fake-news compartilhado. Um argumento relevante o suficiente pára Filipe Martins provocar a Justiça para deixar o partido por justa causa. Levando consigo o mandato e os votos.


