Os aliados do governador Wanderlei Barbosa celebram os 87% de aprovação do Chefe do Executivo.
Não se pode dizer que não lhes falte motivos ou razões suficientes para comemorações. Ainda mais submetendo os atuais resultados aos governos anteriores.
Seria, pela pesquisa do Instituto Veritá, o governador melhor avaliado do país. Pesquisa que teria sido divulgada ontem.
Wanderlei estaria à frente dos governadores de Rondônia com 81,5%, Mato Grosso com 81,1% e Goiás com 81%, os melhores avaliados no país.
A pesquisa não está disponível, nesta manhã, no site do Instituto. Procurado pelo blog, o Veritá ainda não se manifestou por email para informar mais detalhes da pesquisa.
Tem-se, por enquanto, esparsos extratos da pesquisa divulgados pelos portais do Estado e disponibilizados (na forma de release) pelo Veritá.
E não se encontra, nesta quarta, no google, maiores informações sobre ela.
Que Wanderlei tem sua avaliação positiva no Estado não é uma questão de opinião.
E sim de fato, números. Uma avaliação diferente de sua administração é que despertaria dúvidas.
O busílis desta pesquisa agora divulgada é sua correlação com as ações do Executivo estadual nas últimas semanas.
Os jornalistas tem sido apresentados quase que em tempo real a balanços laudatórios das secretarias na metade do ano.
Uma coisa pela outra, expedientes implementados, acaso ou voluntariamente, no exato período em que, como se divulga, a pesquisa estava em campo: teria sido feita de 7 a 28 de julho em todo o país.
Obviamente a divulgação só teria sentido porque existiria algo feito a ser divulgado. Não se divulga vento. E isto certamente não seria razão para críticas ao Executivo por, supostamente, tentar capitalizar seus feitos e favorecer melhores índices na pesquisa que se fazia no mesmo período.
O governo, entretanto, tem a seu favor o fato da pesquisa anunciar ter sido de amplitude nacional, “ouvindo 43.326 eleitores” – conforme a divulgação da Veritá – “sobre a aprovação direta dos governos, considerando as respostas “ótimo” e “bom” é de 49,3%, enquanto 26,2% consideram as gestões “ruim” ou “péssima”.
Agora, no popular: que o governo sabia da pesquisa Veritá em campo, lá isto sabia!!! E o que o aponta é o conjunto da obra, pompa e circunstância.


