O governo deixou de repassar até março o equivalente a R$ 75 milhões de duodécimos aos demais poderes (http://www.transparencia.to.gov.br/ desta segunda). É provável que os números estejam atrasados decorridos 13 dias de abril. Mas com pouca diferença.
Na mesma régua de cálculo, o governo arrecadou de receitas totais no trimestre (janeiro a março) R$ 2,4 bilhões e empenhou o montante de R$ 2,6 bilhões. Projetando uma média mensal, teríamos em dezembro receitas de R$ 9,6 bilhões contra despesas de R$ 10,4 bilhões (o orçamento é de R$ 10,8 bilhões).
Ou seja, ter-se-ia orçamento mas não o financeiro. Um déficit orçamentário de R$ 800 milhões (resultado orçamentário negativo). Despesas menos receitas. No ano passado, as despesa totais do governo (pessoal/68%-custeio/21%-serviço da dívida/8%-investimentos/4%) superaram os 100% das receitas totais. Déficit no balanço orçamentário
O problema é que a partir da Covid-19, o governo projeta queda de receitas de R$ 40 milhões mensais. Ou R$ 360 milhões até dezembro (a partir de abril).
Daí que a projeção anual de R$ 9,6 bilhões de receitas (pelo comportamento até março) cai para R$ 9,240 bilhões, elevando o resultado orçamentário negativo para R$ 1,16 bilhão, caso o governo não modifique a aceleração dos gastos verificada até março (empenhos).
Um déficit 36 vezes maior que o resultado orçamentário negativo verificado em 2019, da ordem de R$ 32,53 milhões. E duas vezes e meia o déficit de R$ 462,91 milhões registrado em 2018.


