Sábado, 24 de Out de 2026

Na sua primeira entrevista após afastamento, Mauro Carlesse diz que Wanderlei se aproxima de Marcelo nos contratos de comissionados que se elevariam a 20 mil. No MDB deu cassação!

04/05/2022 1107 visualizações

O ex-governador Mauro Carlesse apontou ontem no programa Live  98, da rádio Conexão FM (na sua primeira entrevista após o afastamento) que o governo já aumentou para 20  mil os contratos e comissionados no Estado.

Evitando dizer sentir-se traído por Wanderlei Barbosa, Carlesse disse que eles haviam apresentado um projeto ao eleitor e que o vice no cargo de governador o modificou citando as concessoes e os projetos de obras para o Estado como a ponte sobre o rio Tocantins em Porto Nacional. "Eu iria inaugurar este ano e agora o governo adiou para 2026".

 “Isto retira dinheiro da população e do próprio servidor público”, disse Carlesse, sobre os gastos com pessoal. Caso confirme-se, estaria o governo Wanderlei Barbosa próximo do 25 mil de Marcelo Miranda, um dos fundamentos da primeira cassação do ex-governador.

Com efeito, os gastos com contratos no governo (conforme o Portal das Transparência desta quarta) no primeiro quadrimestre (janeiro a abril) cerca de R$ 40  milhões a mais que as despesas com contratos de janeiro a abril do ano passado.

Se no primeiro quadrimestre de 2021 elas representavam 10,1% das despesas com efetivos, este ano, no mesmo período, passaram a 11,3% destes gastos. Um crescimento da ordem de 12%.

Somando-se a isto as progressões, promoções e data-base o custo dos servidores (efetivos, inativos, contratos e comissionados) autorizadas este ano, combinada com a projeção de queda nas transferências e arrecadação (congelamento do ICMS dos combustíveis/unificação do ICMS) tendem a elevar as dificuldades do poder público e jogá-lo de volta à inadimplência oficial com repercussões nos próprios salários.

E que se note: no governo Marcelo Miranda, com gastos na faixa dos 58% da RCL com pessoal, o governo discutia parcelar salários e 13º. Após o pacote de bondades concedidas pelos governos anteriores.

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