Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Na ditadura militar, o país ajoelhava-se diante do FMI. Campos Neto quer o país de joelhos para o BC. É o BC acima de todos e Deus acima de tudo!!

04/03/2024 322 visualizações

No Brasil quando se tem conhecimento de uma discussão no Congresso, regra geral, se ela beneficia os rentistas, pode-se ter como aprovada.

É o caso desse debate provocado no Senado pelo presidente do Banco Central, Campos Neto, de dar ao BC autonomia ampla.

Nesta segunda, a FSP publica que Campos quer mais: a agenda climática.

Não haveria outra consequência dessa autonomia ampla que a subordinação dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário à autoridade monetária.

O BC funciona junto aos mercados. Deles abstrai projeções de indicadores que demarcam a taxa de juros no país.

De modo que a economia já é determinada pelo mercado. Os diretores do BC, não sem razão, quando o deixam, são absorvidos por este mesmo mercado.

Mas hoje a Constituição dá aos poderes instrumentos para intermediar essa relação.

Com o BC acima de todos (e Deus acima de tudo), seriam só os mercados.

A força de trabalho teria, assim, como válvula de escape dos rentistas, apenas uma apelação aos céus.

Numa é demais destacar que os bancos (de onde vem quase todos presidentes do BC) lucraram no ano passado (os cinco maiores bancos) a soma de R$ 107,5 bilhões.

Enquanto sobraçava no Brasil o exército de 33 milhões de famélicos.

Campos Neto quer mais.

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