O Fantástico de ontem demonstrou que o Tocantins tem seus próprios idiotas. Enquanto governo e prefeituras determinam medidas de contenção do vírus, fundados em orientações científicas da Organização Mundial de Saúde, um médico de Palmas (o ex-vereador Joaquim Rocha) segue numa espécie de "curandeirismo" com o Covid-19.
Vai na popular "garrafada" para estancar a sangria mundial do Covid-19 e até a aids. Mutamba, alho, cebola, mel. Tudo isto aí nas redes sociais e sem comprovação científica nenhuma. Revelou o Fantástico. A mutamba, a ciência já identificou alto grau de toxidade (vai na mesma reportagem) e sem qualquer propriedade medicinal na forma empregada no senso comum.
Ou seja, a OMS e as maiores autoridades científicas do mundo estariam pesquisando uma vacina (que vai demorar mais de ano para ser atingida) quando poderiam receitar uma dúzia de laranjas ou limão para os milhões de infectados. Um um pouco de mutamba que por aqui abunda.
O Conselho Regional de Medicina deve, certamente, uma nota explicativa à sociedade sobre a conduta de seus associados. Do contrário, estará convalidando práticas que a polícia considera criminosas. Aliás, médicos (como o "curandeiro do dia tocantinense" do dia) não raro misturam sua profissão com a política. Fazem da medicina apenas instrumento de seus projetos políticos pessoais.
No caso, fazendo uso de um vírus que já matou mais de 12 mil pessoas no planeta nos últimos dois meses e do medo da população, onde seria, ele, o médico, o salvador em ano eleitoral, quando ele próprio já concedeu entrevistas a portais do Estado dizendo-se ser candidato a prefeitura de Palmas.
Não é a primeira encrenca em que o tal médico ("Nem médico ele parece", reagiu o vice-presidente da Associação Médica Brasileira ao Fantástico sobre o ex-vereador) se mete no Estado nestas quase três décadas.
Esse doido (no sentido de sua proposta científica e política) aí que tem sua própria teoria sobre o Covid-19 (contrariando o método científico e social) que é ex-vereador ficou 12 anos inelegível e, agora, já se diz pré-candidato à prefeitura da Capital.
E, pelo jeito, está construindo sua base eleitoral que pode ter a ajuda e ser referendada pelo Conselho de Medicina, caso não seja repreendido pela entidade na sua proposta que a polícia considera criminosa. O tóxico da mutamba deve, assim, turbinar as eleições na Capital.


