O governador Wanderlei Barbosa (Republicanos) dedicou a dois parlamentares nos últimos dias do ano especial agradecimento por recursos e apoio: o deputado federal Vicentinho Junior (que comanda o PP regional) e a senadora Dorinha Seabra (líder da bancada congressista e presidente do UB no Estado).
Vem a ser as duas legendas que, depois do PSD (do arqui-adversário senador Irajá Abreu), tem o maior número de prefeitos no Estado.
Os movimentos de Wanderlei contrariam, certo modo, a avaliação errática de alguns auxiliares que apontavam controle das eleições deste ano.
Nada mais imprudente como falso. Só possível na arrogância de noviços enebriados pelo poder efêmero.
Somados os chefes de executivos municipais de PP e UB, o potencial dos dois partidos governistas superaria o número de prefeitos potencialmente da base de apoio do senador Irajá. O partido do Senador teria 46 e PP e UB somariam 58 chefes de Executivo municipais.
Como não seria razoável supor que PP e UB concordassem em entregar prefeitos ao Republicanos, desidratando suas próprias legendas em favor do partido do Palácio Araguaia, uma aliança informal entre os três, no ano de eleição municipal, fortaleceria a criação de um núcleo cujo objetivo fosse, aparentemente, atrair prefeitos do PSD, de Irajá, que tem se valido de emendas parlamentares para manter os seus. Emendas que nega ao governo.
Com efeito, o UB e o Republicanos tem nove deputados estaduais. Na Camara dos deputados, PP, UB e Republicanos tem seis dos oito deputados federais e um senador.
São números já conhecidos individualmente por legenda e a quadratura do perímetro que, circunstancialmente, os delimitaria.
O reforço da proposição de que estariam juntos aumentaria a potência política da base governista. E com ela, o seu comando: o próprio governador Wanderlei Barbosa.
O ano eleitoral, assim, está apenas começando.E com ele, é precipitada a sucessão estadual de 2026 onde poderão se confrontar, agora de forma direta, os grupos de Wanderlei e de Irajá.


