Decorridos 30 dias do retorno ao governo, Wanderlei Barbosa (Republicanos) não retomou o ponto político do afastamento.Janeiro iniciou e daqui a pouco termina. E abril está na esquina.
Ainda não retornou com o apoio público ao presidente da Assembléia Legislativa, Amélio Cayres (Republicanos).
Mas deixa correr especulações sobre suposto acordo com Dorinha Seabra (UB), Eduardo Gomes (PL) e Carlos Gaguim (UB).
Até agosto do ano passado puxava o deputado Amélio Cayres pelo braço como seu candidato ao governo. O repouso, agora, não leva segurança a Amélio
.E nem a seu grupo que pode não processar, ainda que fundamentais a Wanderlei, supostos acordos de Brasília (DF). A reação negativa de parcela dos deputados é sinal eloquente.
Pode haver alterações, mas a Senadora do UB tem sido, voluntária ou involuntariamente, refratária a conversar com parlamentares, como apurou o blog.
A não ser que fosse um movimento tático que favorecesse Wanderlei esticar a corda até abril, prazo de desincompatibilização.
É um exercício legítimo muito embora a indefinição não contribua para o candidato por pura perda de prazo na conexão com o Governador e sua obra. E a oposição tem candidaturas competitivas.
Nas eleições de 2022, já se tinha como certo em janeiro que Kátia Abreu seria a candidata ao Senado de Wanderlei e ele à reeleição.
Aliança oficialmente anunciada pelo próprio no início de fevereiro daquele ano. Dorinha foi consequência do racha logo depois. As cinrcunstâncias hoje são outras.
O acordo Wanderlei/Dorinha/Eduardo/Gaguim, por mera relação numérica, eliminaria o governador e o deputado Amélio da majoritária.
E garantiria a Dorinha (numa eventual eleição) a possibilidade de oito anos na cadeira de governador. Impedindo Wanderlei de retornar daqui a quatro anos.
Período sem mandato, a realizar-se aquilo que Wanderlei tem dito: não será candidato e irá até o fim no seu governo.
Reluta em entregar a Laurez (o vice) o abacaxi que plantou nos últimos meses. E aquele que se espera.
A execução orçamentária e o período eleitoral não são muito favoráveis ao governo. Especialmente no último ano de mandato.
Dorinha, por seu perfil, ademais, não teria, a priori, espectro para representar uma continuidade do governo Wanderlei.
Muito embora o eleitor possa enxergá-la desta forma como um mero continuísmo da administração do Republicanos.
E aí um dos X da questão: interessaria a Wanderlei ter um sucessor que lhe fosse melhor sucedido mas que até dias atrás conspirava para derrubar sua chapa naquele áudio vazado..
Ou apostaria em Amélio com comprovada lealdade e que tem se desincumbido das funções de chefe de outro poder. Isto quando terá que entregar a caneta do mesmo jeito.
Um conflito entre o racionalismo e o iluminismo.


