Sábado, 24 de Out de 2026

Motoristas de transporte coletivo, se eram instrumento de empresários para aumentar seus ganhos, agora se movimentam como bucha de canhão de adversários de Cínthia!!! Finalidade: dificultar licitação e facilitar dividendos aos ex-patrões!

28/02/2023 894 visualizações

Os motoristas de transporte coletivo urbano de Palmas ameaçam uma greve nesta terça-feira. Causa: pagamento de vale alimentação e horas extras que não teriam sido quitados na folha de janeiro e fevereiro.

São, como se sabe, empregados recém contratados e sem concurso público dada a emergência circunstancial. Pela prefeitura, as reivindicações não teriam fundamento. As contratações teriam sido feitas após o fechamento da folha.

Ou seja, não teriam se passado 30 dias trabalhados. Anunciou ontem folha suplementar e que serão quitados, os salários, no pagamento do mês. A Prefeitura, como é fato, tem, na verdade, é antecipado salários.

Em qualquer categoria bem intencionada, empregados que perderam o emprego numa situação de ruptura (extinção) de um contrato de trinta anos com uma empresa privada e fossem, agora, contratados pelo poder público com maiores garantias, agiriam de forma diferente.

Em condições normais, ponderariam sobre a questão de compor parte dos problemas e não da solução.  A cidade tem 30% da população ocupada com rendimento mensal per capita médio de até meio mínimo.

Poderiam, entretanto, ficar só nisso, uma greve reivindicatória que, ainda tivesse a Prefeitura suas explicações, exerceriam um direito trabalhista, desde que cumprissem a lei de greve.

Mas não é o ponto: os motoristas, na convocação disseminada, terminam cometendo um ato falho, do ponto de vista sindical.

Ampliam sua reivindicação para além do pagamento de verbas. O segundo ponto da pauta seria a manutenção de 70 ônibus que estariam parados!!! Evidente que ônibus parado prejudicaria apenas o fluxo de usuários, sem qualquer interferência na tarefa do motorista que não o dirige.

E aí não fogem do escrutínio político que a Prefeitura já denunciava: não só uso mas o próprio impulso do movimento por adversários da prefeita, inclusive próximo da deputada Janad Valcari, ex-presidente da Câmara e tida como potencial candidata a prefeita no próximo ano. Os motoristas também teriam incluído na sua pauta trabalhista melhorias no transporte público!!!

Na última greve, em 2021, os motoristas e cobradores fizeram greve por reajuste salarial que as empresas não pagavam há um ano e pela intrajornada. Lá, os motoristas suspenderam a greve, depois de audiência da Justiça do Trabalho.

Uma das condições: a Prefeitura viabilizar recursos para permitir a negociação dos empresários com os seus empregados. O Paço cedeu à chantagem, como sempre fez, para não prejudicar mais ainda a população com a falta de transporte. Ainda que a responsabilidade por reajuste e verbas trabalhistas fosse do patrão, uma questão privada, empregados celetistas e um CNPJ empresarial.

Lá, os empresários além do faturamento de R$ 30 milhões anuais eram beneficiados com desonerações fiscais (no díesel) e com subsídios da Prefeitura nos bilhetes para garantir a manutenção da orgia sem aumentar as tarifas. A greve sinalizava,de forma evidente, o uso da categoria para seus interesses econômicos. Os empresários entravam com o pé, os motoristas e contribuinte com os glúteos.

Mais que vale alimentação, desta forma, o movimento desta terça (podem retroagir com a explicações do Paço de ontem), tudo indica, seria contra a negativa de Cínthia Ribeiro de aditivar, mais uma vez, prorrogando-o, um contrato licitado há 30 anos.

Muito claro na tentativa política de transmitir a idéia de que do jeito que está, seria pior do que era. Não é. Apesar da nítida falta de planejamento da Prefeitura no caso em que há mais de três anos anuncia licitação e não a realiza.

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