Em 6 de abril finda o prazo de desincompatibilização, troca de partido e filiação partidária. Ou: em 29 dias.
Um dos elementos da campanha deste ano será a segurança pública. Régua de que fazem uso políticos do campo da direita de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Goiás.
No Estado não é diferente. Já há pré-candidatos colocados no mesmo campo. E com igual plataforma política para o serviço público.
Vejamos: nos dois primeiros meses do ano, pelo menos oito pessoas foram mortas em intervenções da PM no Estado. Média de um homicídio por semana. Algumas operações coordenadas pelo próprio comandante militar.
Ainda que justiceiros defendam que bandido bom é bandido morto, o sistema, como se sabe, é ainda a Polícia prender, o delegado investigar, o promotor acusar e a Justiça julgar.
A Polícia já “neutralizou” em dois meses no Estado cerca de 36% das mortes por intervenção policiais de todo o ano 2025, da ordem de 22 (Senajus).
No desempenho, alcançará os 22 do ano passado daqui a dois meses (maio).
Em termos relativos pode fechar 2026 com 50 mortes por intervenção policial. Cálculo meramente estatístico.
Os indicadores vinham em queda. Antes destes 22 (2025), foram registradas 49 mortes por policiais (2024) e 44 (2023).
Até outubro, mantida a aceleração no ano eleitoral tudo pode acontecer.
Ah, LA, a Polícia não faz isto. Sim!! A PM é séria. Mas há na corporação “profissionais” que enxergam suas funções de outro modo.
Na campanha ao governo de Carlos Gaguim (então do MDB) a PM criou um sistema para monitorar passeatas de candidatos e militantes.
Escandalosamente favorável ao então governador interino Carlos Gaguim, com PMs criando problemas em comício de adversários (Siqueira Campos) chegou a colocar, nos seus números, mais de 100 mil pessoas numa caminhada em um trecho de 800 metros da Avenida JK. Era metade da população de Palmas.
Estampados em portais de notícias sem qualquer apontamento de verificação. Um escândalo.


