Em Goiânia (onde estou nesta segunda) há um misto de tristeza e dúvida. Tristeza pela morte inesperada de um rapaz jovem de 40 anos (tímido, informam) filho do governador do Estado, Ronaldo Caiado. Um caso triste para qualquer pai, irmão, amigo ou família. E dúvida pela escolha (que pode ser uma escolha familiar) de omitir a causa da morte.
A opção provoca especulações as mais diversas e que são alimentadas pelo curto velório (poucas horas na noite de ontem) e decisão da família de realizar a cremação ainda nesta manhã de segunda. Um espaço de 24 horas entre a descoberta do óbito e a cremação.
Ainda que as autoridades policiais tenham prazo para realizar inquéritos (se os abrir), a falta de transparência familiar (um direito privado) certamente vai de encontro à transparência pública.
Mais não existisse, o governador Ronaldo Caiado é candidato à reeleição em outubro próximo. No que contaminaria o sentido humano da perda com uma omissão tática de uma estratégia política eleitoral.


