Pelos mais recentes números publicados no DataSus, a morte tem feito trabalho extra nos hospitais públicos do Estado. E, é dado inferir-se, tenha obtido ajuda externa de seres muito vivos na administração pública.
Com as 278 mortes registradas nos hospitais públicos do Estado em setembro, a mortandade na rede pública alcança a espantosos 2 mil e 117 óbitos em apenas nove meses.
É bem verdade que existam, nos números estatísticos, óbitos inevitáveis assim como a situação do serviço público de saúde, é possível também concluir-se, não inspire segurança de que contribuísse para a sua não ocorrência. Pelo contrário.
Os óbitos de setembro são 26% superiores aos 220 registrados pelo SUS (com dados da própria Secretaria Estadual de Saúde) em agosto. E, pior: 38% maiores que os 210 de julho e os 211 do mês de junho. Escala ascendente.
Projetando esta estatística macabra (uma média de 235 óbitos a cada 30 dias), é dado estimar para os 12 meses de 2019 um exército de 2 mil e 822 pessoas indo a óbito nos hospitais públicos do Estado este ano.
Um número 13,6% superior às 2 mil e 482 mortes registradas em todo o ano de 2018.


