O vereador Juscelino Rodrigues nas eleições para presidência da Câmara de Palmas, é um caso que mereceria estudos acadêmicos.
Policial civil que dedica-se à política desde a década de 90 onde amealhou patrimônio considerável (assumiu suplência na Câmara na administração Nilmar Ruiz-2001/2004) esgueirou-se por mais de duas décadas pelos gabinetes do Legislativo.
Sempre governista e sem protagonismo algum ou idéias revolucionárias. Mas com reeleições garantidas. São cinco mandatos, diferente dos quatro que informa o portal da Câmara de Vereadores.
Ainda que aparentemente os fatos induzam a conclusão de apresentar-se como instrumento de uma espécie de quinta coluna, é tratado nesta quinta-feira por movimentos sociais ( e adversários da prefeita) como muro de resistência ao “imperialismo” de Cínthia.
No partido da prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB), contrário senso ao que se dilui no senso comum, o vereador cola, involuntariamente, entretanto, uma derrota na presidente da Câmara, Janad Valcari.
Janad dedicou-lhe publicamente o voto sugerindo-o como ponta de lança de sua guerra contra a prefeita. O mesmo Juscelino que havia se desligado (voltou atrás) do acordo firmado entre os vereadores da base partidária e da prefeita no Legislativo proposto pelos próprios parlamentares.
Derrotado, impingiu a Janad passivos quando a presidente o defendia na undécima hora como se fora dele aliado formal, muito embora estivessem até então em partidos e lados diferentes. Há vários indicativos da informalidade e formalidade eventuais
Juscelino não conseguiu nomes para sua chapa (registrou-a sozinho) mas bastou uma noite para conseguir os votos daqueles que omitiram acompanhar-lhe nas cédulas. Apoiaram-lhe, na últimas horas, no segredo das urnas, mas negaram-se a expressar ao distinto público por que motivos.
Mérito e ativismo social e político dignos de estudos acadêmicos.


