De hoje a três dias o médico aposentado Odir Rocha completa 81 anos de vida. Reside numa casa modesta na Capital há três décadas levando uma vida franscicana. Um imóvel que adquiriu parcelado de outro ilustre político do Estado, o ex-secretário Rui Rodrigues no governo Moisés Avelino (o segundo governo eleito do Tocantins), um dos resistentes da ditadura e ex-secretário de Educação de Goiás, no governo Mauro Borges.
Odir com os parcos recursos da aposentadoria luta contra enfermidades da idade, algumas naturais outras nem tanto do quintal de seu refúgio onde dribla adversidades descobrindo a literatura com sua poesia, contos e crônicas. Diz-se decepcionado com a política onde militou por décadas. Disse-me ontem ocupar-se, agora, de aproveitar a família que formou com sua sempre companheira Dirce, hoje o sustentáculo da casa.
Odir é um caso raro que está aí a reafirmar que os políticos não são necessariamente iguais, cargos eletivos não representam porteira de fazenda e que eleição não é uma caça ao tesouro. É um case em meio a uma maioria que faz da função pública instrumento de enriquecimento ilícito no Estado em meio a um milhão de pessoas dependentes de ajuda oficial.
Quando se assiste um deputado estadual defendendo desvios de recursos públicos disfarçados de benefícios trabalhistas a categoria que já tem salários acima do teto (....)
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