Não deve estar sendo fácil à prefeita Cínthia Ribeiro administrar a cidade em período eleitoral. Ainda que não seja candidata a nada nas eleições.
O Ministério Público pendurou nos portais e blogs ontem que deu um prazo de dez dias para a prefeitura apresentar informações e cópia dos contratos de transporte escolar.
A justificativa é a proximidade do retorno das aulas.
A cobrança sucede a semana em que um portal conhecido decidiu contabilizar as promessas de campanha da candidata Cínthia Ribeiro e o que teria cumprido a prefeita Cínthia Ribeiro.
A persecução lógica é, na verdade, o que não teria feito a prefeita do prometido.
Isto a seis meses do final do mandado e no meio da pré-campanha eleitoral (onde a prefeita sequer é candidata) além do erro numérico, um equívoco de cálculo.
Mas certeiro impulso eleitoral aos adversários da prefeita como é indiscutível sua motivação.
No popular, uma burrice política. Se Cínthia não é candidata, o razoável seria não atacá-la para poder ter a possibilidade de conquistar seus votos ou dos seus aliados, comprovadamente observados nas pesquisas. Ou pelo menos não tê-los contra.
Ainda sobre a cobrança de ontem do MPE, há 20 dias os vereadores negaram à prefeita Cínthia autorização para contrair empréstimos justamente para renovar a frota de ônibus do transporte escolar. E o MPE quedou-se inerte.
No que a Prefeitura viu um problemão e dificuldades para melhorar o sistema, tudo indica, agora o MPE observou uma janela de oportunidades. Como o detectaram antes os vereadores.
Agora só falta o MPE e a Câmara marcarem uma reunião de "alinhamento", para ficar no termo em voga.



