Uma discussão surreal: os policiais militares, civis e federais querendo engrossar as manifestações em defesa do fechamento do Congresso e do Supremo Tribunal Federal com a substituição de onze ministros.
Estudo publicado neste sábado pela Folha de São Paulo (Anuário da Segurança Pública) informa que 37% dos PMs no país, 8% dos civis e 12% dos federais interagem nas redes sociais.
De outro modo: a mesma rede que mobilizou bolsonaristas em 2018 está também dentro de servidores de Estado, mantidos pelo poder público.
Os militares dizem que não há risco de confronto. Ora!!! Diferente da população pelos quais são pagos para defender, no cumprimento da lei e da ordem, os policiais são armados. Revidar a “injusta agressão” é mais que possibilidade, probabilidade.
No Estado, o comandante da PM é tido como “caveira” por parte da tropa, dada sua origem na corporação. Um oficial novo e talentoso e que tem, por certo, serviços prestados à Corporação.
Não significa, portanto, que seja o Capitão Nascimento tocantinense ou que tenha propensão a desrespeitar a Constituição da República, a exemplo daquele comandante paulista que dava ordens em cinco mil militares e conclamava a intervenção nos poderes.
Mas o risco é enorme em função da penetração dos princípios golpistas de Jair Bolsonaro dentre os policiais. Alguns não saberiam dizer nem qual seria o próximo passo após o golpe.Mas poderiam empurrar a tropa contra o comando.
Intuo que imaginariam-se felizes, com salários reajustados e mandariam no país de 213 milhões de brasileiros.


