Sábado, 24 de Out de 2026

Militância petista adere ao bolsonarismo. Argumenta que não é bolsonarização do PT e sim pela governabilidade!!! Quando Bolsonaro era aliado de Arthur Lira, tudo era compra do Congresso!!! Esse pessoal não tem jeito!!

29/01/2023 447 visualizações

O deputado Arthur Lira deve ser reeleito presidente da Câmara dos Deputados esta semana (quarta). Tem o apoio dos bolsonaristas, do PT de Lula e até do PSOL. No Estado, da unanimidade dos deputados federais.

Afinal, o alagoano continuará mandando no orçamento federal, apesar dos parlamentares terem garantidas constitucionalmente as emendas impositivas e transparentes justamente para exercerem suas competências constitucionais e parlamentares com independência. No popular, sem toma-lá-dá-cá.

Obviamente que as mesmas razões que o PT e seus tributários teriam no presente para se opor ao retrovisor, são idênticas – ainda que com sentido contrário - às que os fazem não resgatá-las do pretérito agora no exercício do governo, negando-lhes, pragmaticamente, sua existência.

A justificativa para a aposta em Lira - que contradiz peremptoriamente a retórica marxista – submerge, com efeito, princípios caros ao organismo partidário petista, que não são encobertos (ou negados) sob a arguição de prevenir-se contra o efeito Eduardo Cunha projetado em Arthur.

O atual presidente da Câmara, como é público, engavetou mais de 140 pedidos de Impeachment de Jair Bolsonaro, requeridos pelos fatos que, agora, após a derrota do ex-presidente, jogam-no no calvário político, judicial e policial.

Eduardo, não atendido por Dilma Roussef, mandou para frente seu impeachment por muito, mas muito mesmo, menos razões que não teve Lira para engavetar o afastamento do ex-presidente, como era público antes como agora.

É, o pragmatismo do PT, portanto, valhacouto para as decisões da executiva regional petista para aderir ao bolsonarismo palaciano. A diferença é que lá, na Esplanada, Lula argui a necessidade de governabilidade e a prevenção contra ações de Lira.

No Estado, o PT, pelo contrário, não tem deputado federal, estadual ou senador que pudesse abrir baterias contra a administração bolsonarista de Wanderlei Barbosa. Um governador que tem praticamente a unanimidade do Legislativo estadual e da bancada federal.

Ainda assim o PT vai com tudo nos cargos públicos do Estado.

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