Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Militância celebra anacronismo de decisão do STF sobre marco temporal. Mas que Congresso tem que criar. No Estado, reservas indígenas que não produzem nada são maiores do que áreas da produção agrícola!! E índios vão a óbito por verminose que não dá ibope

22/09/2023 411 visualizações

Os indígenas, militância e ONGs comemoraram o placar de 9 a 2 do STF contra o marco temporal da demarcação das terras indígenas. Na verdade, o marco não está determinado explicitamente na Constituição.

O STF não poderia, desta forma, julgar diferente. O problema é a justificativa dos votos dos ministros sugerindo estarem corrigindo uma distorção de 500 anos. Uma mistificação barata.

Na tese, o Brasil deveria mais terras aos indígenas. Um discurso político que atende organismos internacionais. Parte deles se sustenta financeiramente justamente com a situação.

O Congresso deve estabelecer o marco por obrigação. Os indígenas não podem sair por aí declarando-se proprietários de terras que já são tituladas. E dar alguma segurança jurídica. Já é esperado no país o avanço dos indígenas sobre cidades que dizem terem sido erguidas em suas terras.

O país  não é formado apenas de índios, mas de uma miscigenação de índios, negros, brancos, amarelos, cafusos, mamelucos, pardos. Todos com os mesmos direitos. Não é um país de nórdigos.

Ademais, já há 736 (dados da Funai) áreas indígenas demarcadas e outras 470 em processo de dermarcação.

Os índigenas são titulares de 14% da área do país que podem elevar-se a 28% com a liberação. A produção de alimentos do país é alcançada em apenas 32% das áreas. As cidades tem menos de 5%. Um oceano de terras sem produção é o que se vê nas reservas.

No Tocantins, por exemplo, as reservas indígenas já representam algo em torno de 2 milhões de hectares. O Estado tem 27 milhões de hectares e os produtores só utilizam 1,7 milhão de hectares para produzir uma safra de 7,6 milhões de toneladas. E exportar R$ 16 bilhões anuais.

Ou seja, a área de produção é menor que a de reserva indígena.

O STF ao invés de legislar, deveria cobrar do governo federal atendimento à saúde e políticas sociais nas reservas indígenas. O mesmo deveriam fazer Ongs e militância: cobrar saúde e melhores condições de vida aos índígenas que morrem ainda de verminose. Mas isto não dá ibope.

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