O meu Plano A é Ronaldo Dimas e o meu Plano B é seguir o Plano A. A expressão é do senador Eduardo Gomes (líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso) ao blog nesta quinta que, a seu modo, sublinha o caráter prático de sua movimentação, sem abrir portas para apontamentos de discrepâncias entre o espontâneo e o consciente (o reflexivo) na sua relação com o pré-candidato do PL e o grupo que os reúne.

Acompanhando, como jornalista político, há quase três décadas Eduardo Gomes, o Senador, com efeito, tem demonstrado na sua trajetória em cargos públicos e eletivos ser refratário à política miúda de alternância ideológica como troca de camisa, como a maioria no Estado (e no país) se comporta. Daí a força política no Congresso, sabidamente reconhecido com um grande articulador,  e a musculatura eleitoral no Estado.

Do ponto de vista de grupamento político, ainda que tenha se filiado ao MDB por um curto período, foi eleito pela base siqueirista e não é segredo seu relacionamento de anos com Siqueira Campos.

Relação que manteve mesmo no MDB e agora no PL, tanto que os emedebistas (com boa relação com Gomes) viam-no (e ainda sim o respeitavam) como do grupo de Siqueira que continua tendo ascendência sobre lideranças estaduais.

Siqueira hoje é da base de Bolsonaro, como Eduardo Gomes, que defende a reeleição do Presidente pelos mesmos motivos com que afirma seu apoio a Ronaldo Dimas: lealdade.

Com Bolsonaro pelos recursos quem tem ajudado o Senador a alocar para o Estado e com Dimas pelo compromisso assumido e relação também de anos entre ambos.

Haveria, portanto, muito de até burrice imaginar, a esta altura do calendário, Eduardo Gomes patrocinar um fogo amigo contra Dimas, do seu próprio partido. E Eduardo pode ser tudo, menos desprovido de sensibilidade política e inteligência estratégica. É tático e estratégico.

Perderia,, claro, esforço, um candidato em ascensão e não haveria tempo suficiente para o Senador efetuar a troca na cabeça do eleitorado.

Obviamente que, na pré-campanha eleitoral, Eduardo Gomes/Ronaldo Dimas enfrentarão instabilidades mais casuais do que causais. Ou seja, mais por força da campanha do que efeito de alguma causa originária no âmbito interno do grupo político.

Igual instabilidade que seu grupo irá certamente provocar nos adversários na disputa pelo governo na busca pela estabilidade do êxito eleitoral. Ou seja, instabilidades seriam prenúncio de situação estável. Algo que, do ponto de vista de acomodação da chapa majoritária, Eduardo Gomes e Ronaldo Dimas navegam em pleno vapor, como realçam as palavras do Senador ao blog nesta manhã.

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