O Metrópoles publica nesta segunda que a PF pediu a abertura de inquérito para apurar suspeita de desvios relacionados a emendas parlamentares do senador Eduardo Gomes (PL/TO).
A idéia é fazer conexão das emendas com os supostos desvios investigados pela Operação Emendário que investiga três deputados.
Dentre, Josimar Maranhãozinho (PL/MA). A PF pediu um inquérito em separado. O assunto não é novo. É de 2022. E a Polícia Federal está aí é para investigar.
Esse pedido da PF, no entanto, foi atendido pela PGR em agosto do ano passado. E Metrópoles traz nesta segunda só após a posse de Eduardo Gomes na primeira vice-presidência do Senado.
O cargo é um dos maiores da República. Os interesses conflitantes não são poucos. Além disso, Gomes foi líder do governo Jair Bolsonaro no Congresso e conserva lealdade ao ex-presidente.
Ele começa desconcertado com a própria PF informa (conforme o Metrópoles) encontro "fortuito" de provas. E que não foi possível apurar a que se referia as gravações.
A decisão pela investigação, entretanto, tem lá seus senões. Em 2022 (quando teria ocorrido os fatos alegados pela PF, gravações desconexas em que a própria PF não identifica Eduardo) Eduardo Gomes era líder setorial do Orçamento.
E uma das funções é justamente destinar emendas aos Estados sob gestão do deputado daquela unidade federativa. O autor do recurso deveria ser do Estado a ser beneficiado. Era o deputado que mandava o recurso para os prefeitos e não o Senador.
De outro modo: a destinação por Eduardo de emendas para outro Estado era permitida porque era relator setorial. Mas o autor do recurso era do Estado.
“Eles tentaram soltar esta matéria antes”, explicou nesta segunda o senador Eduardo Gomes ao Política & Acessórios.
Segundo ele, é a quarta vez que Metrópoles aborda o assunto da destinação de emendas, “coisa que não fiz”.
Eduardo salientou ao Política & Acessórios que fez um levantamento completo de todas as emendas de todos os anos e está disponibilizando todo o acompanhamento.


