O senador Irajá Abreu (como lhe atribui o Portal CT) bem que tentou por metáforas desfazer o desconforto de declarar apoio a Osires Damaso quando a senadora Kátia Abreu seria ainda publicamente a candidata do governador Wanderlei Barbosa (lembram-se da declaração do Chefe do Executivo na chácara da parlamentar?).
Pois é. Publicamente, Wanderlei não voltou atrás ainda o que reduziria a potência do disfarce de que até as convenções haveria flertes, namoro, briga e confusões que ele próprio Irajá não deixou espalhar às lideranças para declarar apoio a outro candidato com maior prazo de exposição e convencimento.
Katia e Irajá, ainda que mãe e filho, são dois senadores da República de partidos diferentes. É natural e legítimo, portanto, que tenham opinião diversa sobre o melhor candidato ao governo. Se Irajá não é candidato a nada (tem mais quatro anos de mandato) Kátia vai as urnas para renovar o seu numa eleição com apenas uma vaga na disputa.
Imaginemos Kátia acertando-se com Wanderlei como a situação ficaria. Irajá deixaria Osires ou continuaria? A logica indica que o movimento pode levar Kátia a Osires e não Irajá a Wanderlei. E isto a conta-gotas favorece a perda e não ganho de ativos políticos.
O problema, entretanto, é a dificuldade para se demonstrar ao eleitor e fazê-lo crer que mãe e filho estivessem em lados distintos e opostos na hora de escolher o melhor projeto de governo para suas vidas e para o qual tem uma arma poderosa: o voto.
Não é trabalho fácil para os marqueteiros.


