Sexta-feira, 23 de Out de 2026

Metade da bancada do Estado na Câmara votou por melar as eleições de 2022. Uma turma que não faz diferença entre interesse de todos e interesse comum

11/08/2021 488 visualizações

Já se sabia os bolsonaristas-raíz no Estado. A votação da PEC do voto impresso os revelou sem subterfúgios. Não por vontade própria, mas pelo impositivo regimental. Na verdade, em larga medida, são bolsonaristas não por ideologia política, mas financeira. Adeptos do veto livre e não voto livre.

Quatro parlamentares enfrentaram a orientação de seus partidos para declarar voto ao retorno do voto impresso e da contagem de sufrágios nas sessões eleitorais: Carlos Gaguim, Eli Borges, Osires Damaso e Tiago Dimas.

Decidiram-se por seguir o projeto de Jair Bolsonaro de melar a eleição de 2022, caso contrário, como repete o presidente, não haveria eleições.

No dia em que Jair Bolsonaro colocou tanques nas ruas de Brasília para intimidar STF e Congresso, os parlamentares do Tocantins com o voto em seu favor ou sentiram medo ou fortalecidos para dizer mais uma vez sim ao co-responsável direto pelas cerca de 570 mil mortes no país e que se ocupa todos os dias a enterrar a democracia brasileira.

Não é tarefa fácil demonstrar a diferença entre o interesse de todos (a soma dos interesses individuais e particulares) e o interesse comum, da sociedade como um todo.

Disseram não os deputados Dorinha Seabra, Vicente Jr, Célio Moura e Dulce Miranda, seguindo a orientação de seus partidos Democratas, PL, PT e MDB. Eli e Dimas enfrentaram o partido, Solidariedade, e disseram sim, assim como Carlos Gaguim, do Democratas. O partido de Osires Damaso, PSC, liberou o voto.

Os parlamentares com compromisso com a democracia enterraram com 218 votos contrários o anacronismo do voto impresso que sustentou os coronéis do século passado. iluminando os 229 (dentre eles quatro do Tocantins) que desejam um país de Bolsonaros.

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