O governo fecha o quadrimestre amanhã. Não vai enquadrar-se a não ser que cometa pedaladas. Apesar de na administração ter secretário que desqualifique publicamente os números do Portal das Transparências (uma obrigação de lei federal) ainda é uma das formas de avaliação das ações governamentais.
Nesta segunda, o portal registra despesas de janeiro a abril (só de custeio) de R$ 2,482 bilhões (apesar da postergação da execução orçamentária pela falta LOA por três meses). As receitas totais somam R$ 2,531 bilhões.
Só que destas receitas totais, o governo só pode mexer/movimentar no orçamento, o equivalente a R$ 1,777 bilhões, que foram os recursos ordinários do período. A diferença é de recursos vinculados. Há, portanto, entre a despesa feita e os recursos no quadrimestre de R$ 700 milhões a descoberto!!!
Ainda assim o governo contratou de forma irregular aqueles R$ 300 milhões anuais da comida dos presidiários, a inspeção veicular (R$ 8,4 milhões ao ano) contra a legislação, contratou comida e limpeza nos hospitais com preços 30% superiores ao pregão que cancelou (e mesmo assim as empresas estão com problemas para prestar o serviço porque o governo não as paga) e por R$ 10 milhões a Sancil do lixo hospitalar. E depois repassou, numa decisão precária, a uma empresa de Goiânia que não tem depósito de lixo no Estado para destinação do material.
Ah: concedeu promoções a policiais militares e transformou em lei gratificação a delegados de polícia por exercício de suas atividades fora de sua jurisdição.


