A primeira semana de restrições impostas pelo governo do Estado e municípios já aponta a aceleração das perdas na arrecadação tributária, um dos indicadores da economia. E que, mantido o isolamento social por prazo indeterminado, poderá significar frustração de receitas superior aos R$ 40 milhões mensais estimados pela Secretaria da Fazenda.
De 25 de março a 27 de março a economia recolheu aos cofres públicos apenas R$ 3,2 milhões. Passou dos R$ 224,8 milhões de 25 de março para os R$ 228 milhões registrados ontem, dia 27.
Significa uma média diária de R$ 1 milhão de arrecadação de ICMS. Ainda que se possa contabilizar a oscilação de datas de recolhimento, a média diária é menor que os R$ 9,3 milhões diários registrados (estatisticamente) entre 1º e 25 de março de 2020.
Representam, a priori, uma perda de ICMS à proporção de uma média diária de R$ 8 milhões que em três dias somariam R$ 24 milhões a menos. E com viés de crescimento das perdas.
Transportando o número para meta e arrecadação (média diária), o ICMS deve resultar em R$ 232 milhões (com mais quatro dias de arrecadação). Ou: 93,5% da meta de R$ 248 milhões projetado para março.
Uma média diária de R$ 7,4 milhões. Ou ainda: R$ 2 milhões menor que a média diária de ICMS registrada na semana passada, de R$ 9,3 milhões/dia.
Com isto, a arrecadação de março (que terá 31 dias e um feriado apenas em Palmas) será 2,1% inferior à arrecadação de fevereiro (29 dias mais os feriados de carnaval), da ordem de R$ 237 milhões.


