O MDB tem suportado a pressão da maioria bolsonarista eleita no Congresso.
Se esse toma-lá-dá-cá indecente imposto por Lira a Lula não der certo, sobra aos emedebistas o papel de catalizador das aspirações do eleitor desviadas, deduz-se, por congressistas mais ocupados em seus interesses que da nação.
No Estado, já é visível essa percepção que provoca na oposição ao MDB a necessidade de desacreditá-lo ou de interferir no comando da legenda.
Muito explicita na tentativa dessa semana de sugerir, por intermédio de “offs” nos portais, falta de comando de Marcelo Miranda e possibilidade de intervenção nacional.
Marcelo disse o contrário ao blog: informou hoje ao blog que esteve com o presidente nacional do MDB, deputado Baleia Rosssi, para discutir os projetos do partido nas eleições de 2024.
E que o partido pode ter um deputado federal da bancada do Tocantins, pendente apenas da janela partidária.
O blog apurou que o deputado Alexandre Guimarães estaria pensando em deixar o Republicanos (do governador Wanderlei Barbosa) por falta de espaço político.
O partido elegeu três deputados federais: o próprio Alexandre, Antônio Andrade e Ricardo Aires. E ainda tem da base do governo os deputados Eli Borges (PL), Filipe Martins (PL), Vicente Jr (PP) e Lázaro Barbosa (PP). Andrade e Ricardo são, até por gravidade, mais próximos de Wanderlei.
O MDB pode ser uma saída porque Alexandre Guimarães teve o apoio do governador do Pará, Hélder Barbalho na sua eleição, que é do MDB.
Enquanto aguarda Alexandre, Marcelo Miranda vai administrando a campanha de 2024. Em Paraíso, perdeu o apoio do ex-governador Moisés Avelino que pode apoiar a candidatura do suplente de deputado Osires Damaso contra o candidato do MDB, Celso Morais, à reeleição.
Osires tem a simpatia do Palácio Araguaia. E Celso, o contrário, depois de subir no palanque de Ronaldo Dimas no ano passado. O mesmo grupo de Dimas que dá apoio a Osires cujo partido, o PSC, foi incorporado pelo Podemos de Tiago Dimas.
Uma salada.


