O MDB segue sua via-sacra. Há menos de duas semanas, o partido reuniu uma frente na Capital para discutir uma aliança contra Cínthia Ribeiro. O preferido para encabeçar a chapa majoritária era Raul Filho, que decidira filiar-se ao partido justamente para isto. E era defendido, desta forma, pelos caciques da legenda.
Raul ontem fez circular nota em que desistira da candidatura em face de "insegurança jurídica" e demora da Justiça em julgar seu recurso. Balela. Raul tem sentença transitada em julgado em órgão colegiado. Ele foi condenado em 2012 a um ano e multa.
Se cometeu o crime ou não (como esgrime agora) não importa. A Justiça o condenou. Recorreu e a Justiça a manteve em todas as instâncias. Ele tenta agora uma anulatória/revogatória para anular as sentenças. Poucas possibilidades.
A certificação de sentença cumprida ocorreu em março de 2018 por crime ambiental. Inelegível até 2026. Oito anos após o cumprimento da pena no caso. Ele já sabia do trânsito em julgado. O processo de Raul foi dado baixa no STJ em agosto de 2018. O resto era enrolação.
Um bate-cabeça. Tal o teor de sua nota em que informa não "furtará à responsabilidade de, juntamente com a sociedade e os partidos que até então me apoiaram, encontrar um nome e um projeto que esteja a altura de representar Palmas".
Não haveria maior dúvida e endosso à natimorta, como é notório, candidatura de Valdemar Junior pelo mesmo MDB de Raul que, pela nota, ainda estaria a buscar um nome. Não só no MDB, mas em outros que o apoiaram.


