A política, apesar de sua subjetividade, não aceita improvisações. Ali, manda quem tem voto, bom senso e condições de elegibilidade.
O MDB no Estado sempre se pautou pelo meio termo: tinha lideranças com voto, mas funcionava o tal centralismo democrático. Voto e o bom senso eram segundo plano.
Depois da barafunda de Raul Filho (que só a torcida do Flamengo e do Corinthians sabiam da inelegibilidade e hoje é paciente de nova condenação criminal) decidiu abrir mão da cabeça de chapa e conversar sobre apoios.
É uma derrota do grupo MMDD. Uma quase imposição dos fatos. A maior liderança do partido, o senador Eduardo Gomes (líder de Bolsonaro no Congresso), escaldado, só teve que esperar os fatos sobreporem-se às idéias.
O MDB (se usar o bom senso e não o fígado) coliga com o PSDB de Cínthia Ribeiro. Ali praticamente já estão Eduardo Gomes e Valdemar Junior. Intuo que o partido pode estar de mutuca na possibilidade de Cínthia ter, também, Mauro Carlesse.
E aí outra possibilidade de racha: o MMDD não aceita o Governador. Tem, com boa dose de razão, mágoa do tratamento que foi concedido por Carlesse (no Legislativo) a Marcelo (no governo).
Carlesse tem tudo para embarcar na canoa de Cínthia: o Democratas (seu partido) está com os dois pés no palanque do PSDB (Dorinha e Gaguim). E Gomes é, a cada dia, o nome mais propício a compor a majoritária estadual em 2022 com Carlesse no Senado.
Uma saída seria coligar com o PV (com quem já esteve em eleições anteriores) mas aí pode ter demorado e perdido a vaga para Sargento Aragão.
De outro modo: tanto fez o MDB que agora está naquela: se correr o bicho pega, se ficar o bicho come.


