Mauro Carlesse (e demais eleitos) serão diplomados nesta segunda. O governador foi eleito por duas vezes consecutivas em menos de seis meses, o que afastaria qualquer dúvida quanto à representação e a vontade da população do Estado.
Ainda que a partir da diplomação corram prazos (cinco e quinze dias) para Recursos contra expedição de diploma ou Ação de impugnação de mandato eletivo, conviria ao bom senso, aos adversários e Ministério Público Eleitoral ponderarem sobre a relação custo/benefício de ações do tipo contra o Governador apenas por filigramas jurídicos.
Em menos de dez anos o Estado foi sacudido por duas cassações de mandato de governador, uma renúncia de outro e um deles foi encarcerado. Um estado com maioria sobrevivendo na extrema pobreza e dependente de ações governamentais.
Os oito meses de Mauro Carlesse (que não herdou um mar de rosas) não são prazo suficiente para organizar a bagunça institucional, administrativa e fiscal que recebeu de Marcelo Miranda.
Pode-se argumentar que o governo de Mauro Carlesse andaria devagar ou que seguisse o método antecedente, mas não teve prazo o suficiente. O governo é um mastodonte e muitas das inconsistências (ações e omissões) passam a largo do Chefe do Executivo.
Carlesse já responde ação por supostas irregularidades na eleição suplementar. Uma decisão que lhe for contrária, torna-o ilegível por oito anos a partir de junho de 2018. Mas não o impede de tomar posse em janeiro para o novo mandato que lhe delegou a população do Estado.
Representação que, obrigatoriamente, deve ser respeitada. Tanto por força de lei como das regras democráticas.O Estado necessita de normalidade administrativa.


